Epilepsia – Estimulação do Nervo Vago

A Estimulação do Nervo Vago (ENV) é projetada para evitar convulsões enviando pulsos regulares, moderados, de energia elétrica para o cérebro através do nervo vago. Estes pulsos são fornecidos por um dispositivo parecido com um marcapasso.

O dispositivo de ENV é por vezes referido como um “marcapasso para o cérebro”. Ele é colocado em baixo da pele, sobre a parede torácica, e um fio é conectado ao nervo vago no pescoço.

O nervo vago é parte do sistema nervoso autônomo, controla as funções do corpo que não estão sob controle voluntário, tais como a frequência cardíaca (batimentos do coração). O nervo vago passa através do pescoço, descendo até o peito e a barriga.

Como é a cirurgia?

O primeiro cirurgião implanta o dispositivo sob a pele. Em seguida, uma segunda incisão é feita horizontalmente na parte inferior do pescoço, ao longo de uma dobra de pele, e o fio  do estimulador é enrolada em torno do nervo vago no lado esquerdo do pescoço.

Não é uma cirurgia cerebral.

O dispositivo (também chamado um implante) é uma bateria plana e redonda, com cerca de uma polegada e meia (4 cm) de diâmetro, e de 10 a 13 milímetros de espessura, dependendo do modelo usado . Os modelos mais recentes podem ser menores ainda.

O procedimento geralmente dura cerca de 50 a 90 minutos.

Alguns cirurgiões têm realizado o procedimento com anestesia local, nesses casos o paciente recebe alta no mesmo dia.

Como o ENV funciona?

Os neurologista programa os impulsos de acordo com as necessidades individuais de cada paciente. As configurações podem ser programados e alterados por meio de um aparelho wi-fi (sem necessidade de nenhum novo procedimento cirúrgico).

O paciente geralmente não sente quando o aparelho esta ligado.

Segurando um imã especial perto do dispositivo implantado, o paciente faz com que o dispositivo se torne ativo (fora do intervalo programado). Para as pessoas com avisos (auras) antes de suas crises, ativando o estimulador com o ímã, o paciente pode parar o ataque.

Muitos pacientes sem auras também têm melhorado o controle das crises.

Definições (também chamados parâmetros de estimulação) estabelecidos pelo neurologista tipicamente incluem uma amplitude de estimulação de 1,0 a 3,0 mA (miliamperes), a frequência de estimulação de 30 Hz (hertz), e uma largura de pulso de 500 microssegundos.

Ao ajustar essas configurações, o médico não só pode ser capaz de controlar mais as convulsões do paciente, mas muitas vezes também pode aliviar os efeitos colaterais.

A bateria para o estimulador dura aproximadamente 5-10 anos.

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